Antroposofia e saúde no Brasil: uma análise fenomenológico-crítica do pensamento de Rudolf Steiner

Abstract

O trabalho analisa criticamente a filosofia antroposófica de Rudolf Steiner, especialmente em A Filosofia da Liberdade, confrontando sua ênfase na interioridade do pensar e na autonomia espiritual com a realidade concreta da saúde pública brasileira. Argumenta-se que, embora a fenomenologia do pensar ofereça uma visão ampliada do ser humano e critique reducionismos biológicos, ela tende a desconsiderar os condicionamentos materiais e sociais que limitam a liberdade e o acesso à saúde. O estudo dialoga com propostas contemporâneas de políticas públicas, como a Agenda Saúde nas Cidades e a Educação Popular em Saúde, destacando a necessidade de integrar dimensões espirituais e cognitivas com respostas estruturais às desigualdades. Conclui que a antroposofia pode inspirar práticas mais humanas, mas encontra limites quando aplicada sem considerar a materialidade socioeconômica do SUS.

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https://deposita.ibict.br/handle/deposita/862

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