Avaliação plurianual da carga de nutrientes e do índice do estado trófico em uma seção do rio Paraíba do Meio – Alagoas
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Mediante o crescimento populacional no mundo, os recursos naturais, sobretudo os ecossistemas quáticos, são afetados por uma intensa transformação. Caracterizado como um rio de porte pequeno, o rio Paraíba do Meio encontra-se em alto processo de degradação devido à maneira de como o seu uso para fins sociais e/ou econômicos é feito pela população local. Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi determinar o Índice do Estado Trófico (IET) e o comportamento da carga de nutrientes em uma seção do rio Paraíba do Meio (Alagoas - AL) durante o período de dois anos hidrológicos (2016-2017) e suas implicações socioambientais. Os dados de vazão e precipitação pluvial foram obtidos através do portal HidroWeb da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico – ANA. Foram correlacionados os dados de vazão e precipitação pluvial na seção do rio para o período em estudo. Os dados referentes aos parâmetros físico-químicos da água foram obtidos a partir do Banco de Dados do Laboratório de Geoquímica Ambiental (IGDEMA-UFAL), a saber: Amônio (NH4), Nitrito (NO2-), Nitrato (NO3-), Fósforo Dissolvido, Oxigênio Dissolvido (OD), Turbidez (UNT), Temperatura da água (°C), Clorofila a, Salinidade, Potencial Hidrogeniônico (pH), Condutividade Elétrica e os Sólidos Totais em Suspensão (TSS), os quais foram comparados com os padrões estabelecidos pela Resolução do CONAMA n° 357/2005. Para a determinação e análise do Estado Trófico na água, foi utilizado o Índice do Estado Trófico (IET) obtido através do método de Carlson (1977) modificado por Lamparelli (2004). O total de precipitação média para o período de 1988-2017 foi de 1116,13 mm, enquanto que em 2016 a precipitação total anual foi de 921,44 mm e em 2017 foi de 1866,9 mm. Quanto a vazão, a média para o período de 1988-2017 foi 22,51 m3 s-1, sendo a média anual em 2016 de 7,97 m3 s-1 e de 58,40 m3 s-1 em 2017. A correlação entre a vazão e precipitação do período de 1988-2017 retornou coeficientes de Pearson e de determinação de 0,90 e 0,79, respectivamente. Enquanto que para os anos de 2016 e 2017 os coeficientes foram 0,85 e 0,73 e 0,95 e 0,88, respectivamente. As médias anuais de amônio foram de 76,57 μg.L-1 em 2016 e de 49,5 μg.L-1 em 2017. Quanto ao nitrito, as médias anuais foram de 19,46 μg.L-1 em 2016 e de 7,90 μg.L-1 em 2017. Já o nitrato, suas médias anuais foram de 126,48 μg.L-1 em 2016 e de 227,67 μg.L-1 em 2017. Em 2016 a média anual de fósforo total foi de 111,34 μg.L-1 e 4,41 μg.L-1 de clorofila a, já em 2017 a média anual de fósforo total foi de 98,64 μg.L-1 e de 13,15 μg.L-1 de clorofila a. O IET variou de 59 (eutrófico) a 66 (supereutrófico) em 2016 e de 58 (mesotrófico) a 72 (hipereutrófico) em 2017. Conclui-se que a precipitação e a vazão modificaram as concentrações de nutrientes e o seu comportamento na água do rio, e que a concentração de fosfato e das formas do nitrogênio inorgânico dissolvido (nitrito, nitrato e amônio) durante os anos de 2016 e 2017 foram, em parte, alteradas pela vazão. Ao analisar o IET obtido, pode-se classificar o rio em duas principais zonas de estado trófico: eutrófico e supereutrófico, ainda com alguns meses em condições mesotróficas e hipereutróficas.
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Palavras-chave
Nutrient loads, Eutrophication, Surface runoff, Carga de nutrientes, Eutrofização, Trophic State, Escoamento superficial, Estado trófico, CONAMA Resolution, Resolução CONAMA
Citação
COSTA, N. B. da. Avaliação plurianual da carga de nutrientes e do índice do estado trófico em uma seção do rio Paraíba do Meio – Alagoas. 2023. 131 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente, Programa de Pós Graduação em Geografia, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2022.
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https://deposita.ibict.br/handle/deposita/437